the end.

this is the end - or the beginning.

 



 Escrito por .::Rê::. às 00h24
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confessions on a dancefloor...

'Uma mulher autenticamente elegante não exprime qualquer sinal de emoção. Acima de tudo, protege sua maquilagem – borrá-la é condenar-se ao fracasso'.

 

[frente ao espelho] 

Não. Negue, esconda, engula. Dramatizar para quê? Não é a melhor ocasião. Você não está vestido adequadamente para ser dramático, querido. Está se divertindo, não está? Claro que está! Colorido e fétido – o saldo de uma bela noite de farra. Não tua, a bem da verdade. Você não é um farrista. Você observa demais, encara demais, fala demais – a si e consigo mesmo. A qualidade do transparente, do invisível e do ignorável toma conta de ti. Diáfano, a dor te traspassa.

Você entende? Obviamente não. Ninguém entende o inexplicável.  

[pare com isso] 

Explicarei-te, então. Migrei para o lado de cá da verdade, o lado iluminado que apraz a tua perspectiva, e te digo: a verdade afunda comigo. Quero salvá-la, mas ela agarra meu pescoço e não posso emergir. Você não vê este líquido que transborda de mim?

Mas disse que te explicaria e não posso negligenciar esta promessa [ainda há dignidade neste mundo, querido]. Claro, você tem pressa – ou talvez nem seja pressa, mas ‘raciocínio médio’. Não usarei palavras rebuscadas ou enfeitarei ou adverbiarei este diagnóstico. Simples: auto-estima-ferida-de-um-ser-carente. Quase uma gripe, diria. Tão comum quanto.  

[falta de glamour]

 Sei quem poderia culpar. O formato do rosto, o fabricante da roupa e de sobra o grau dos óculos. Afinal, as pessoas têm critérios, não é? Tu tens os teus, aposto. Entretanto, dispenso um a um esses suspeitos. Não há como fugir da verdade – ela nos persegue, sutil ou abruptamente se põe à nossa frente.  

[a culpa é intrínseca]  

Pessoas sinalizam para vias sem acesso e você as segue. Imbecil. É tu que confundes sentimentos e depositas expectativas impossíveis de serem [sequer] prováveis. Lembra-te: as pessoas têm critérios. Tu não fazes o tipo de ninguém.

Pudesses maquilar os olhos, evitarias a dor.

 

‘Acima de tudo, a elegância’.

 



 Escrito por .::Rê::. às 00h28
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[ quatro coisas que não saem da minha cabecinha pop... ]



 Escrito por .::Rê::. às 02h29
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This is not the love song that I want to sing...

Do you believe in love at first sight?

It’s an illusion

I don’t care…’

[‘Get Together’, Madonna]


Nostalgia, pois cartas de amor têm seu valor...

[o privilégio foi meu...]


Cá, estou, num bar. Uma música toca. Ela me faz lembrar você. Não que seja especial, mas, simplesmente, é uma daquelas músicas que fazem você pensar na pessoa que gosta. A bebida, o cigarro, o som, as pessoas... Tudo me remete seu semblante. Desculpe-me por parecer ridículo. Não sei o que acontece comigo... Hoje, depois do cursinho, parei em frente a sua casa e tentei adivinhar qual daquelas janelas verdes você olha através pela manhã. Eu não deveria fazer esse tipo de bobagem, eu sei: sentar num bar, pegar uma caneta e papel e escrever algo para que você leia, para que eu expresse meus sentimentos e angústias. Eu queria tanto tocar seu rosto. Penso nele dia após dia. Mas tenho medo. Medo de que você não queira tocar o meu. Medo de não gostar da minha imagem, de meu cabelo, dos meus olhos. Medo de não ser atraente o bastante, culto o bastante, interessante o suficiente. Ontem à noite, vi seu álbum de fotos e, lá, figurava uma foto sua com sua mãe. Tudo bem... É recorrente esse tipo de pensamento... Mas quis tanto pertencer àquela imagem. Imagino séculos adiante. Imagino você, aqui, do meu lado. Sua mão tocando, levemente, a minha... Fico indignado com minha suscetibilidade. Quem é você? Por que fez isso comigo? Apaixonei-me por palavras. Palavras, essas, que são tão importantes pra mim. Veio agora, à mente, a pizza. Gosta de margherita? É minha preferida. Um vinho tinto suave... Daqueles bons comprados em adegas escondidas pelos meandros da cidade. Maldito serendipity. Desestabiliza-me. Eu, tão certo do que era, queria, agora, à mercê do destino, das previsões astrológicas, do seu contentamento. Por que há de sermos tão sensíveis? Acredito que em minha vida passada (Platão? Viu como doses de sentimentalismo me afetam?) eu era um tirano, soberbo. Alguém calejado pela vida, sem lágrimas. De fato, elas secaram. Porém, emociona-me pensar em você. Pensar em minha mão afagando seu cabelo numa manhã chuvosa, calorosa, frígida. Minhas mãos já estão trêmulas, o álcool fez efeito, meus sentidos aguçados. Quero estar em seus braços. Agora, mais do que nunca. Venero sua eloqüência, seu discernimento. A bebida acabou, o cigarro apagou. Colocaram uma música dançante, as pessoas foram embora... Mas fico dentro de mim meu puro e sincero sentimento por você.


17:35, 25/05, Um bar bonito.


ps: não me julgue, agora. sei que as palavras soaram estranhas. não estava pronto para escrever algo do tipo, muito menos, com um estado alcoólico acima do normal. senti vontade... por que não o fazer? quero ser mais eloqüente e coerente. só pra entrar de vez em seu mundo, te despertar de um torpor incipiente e levá-lo ao máximo incitamento. instigá-lo como ninguém nunca o fez. quero que você e eu possamos ser um.



 Escrito por .::Rê::. às 14h53
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i would throw a party still it would not come...

'i'd be filthy rich and still

it would not come

I would seduce them and still

it would not come

I would drink vodka and still

it would not come

i'd have an orgasm still

it wouldn't come...'

['Would not come', Alanis]


Não saberia. Ainda que a ausência me isolasse do ‘de fora’ e fosse obrigado a confrontar-me com o ‘de dentro’, não saberia. Tento, é verdade. Talvez por isso escreva – para ordenar o caos. Um caos que me anula, me desconcerta. Queria apenas transpor para os teus olhos essa angústia, esse tédio, só isso. Pois não há costume ou hábito comigo. Já se foram bons anos e não há precaução. Os erros, reincidentes. Os júbilos, sempre. Mas o que me agrada é justamente o que me expõe a este buraco, pois a quase-plena-felicidade sinaliza para o ausente. O que falta.

Ainda não saberia. Mudanças bruscas, talvez. Estão se acostumando – as pessoas e suas flechas em minha direção. Virei um alvo cativo. Preciso parar de chorar por causas - portanto e mais que portanto - definidas. Mesmo que haja uma beleza nesse risco e nessa dor, seria eu a pessoa mais indicada para revelar, assim, nestes belos dizeres – sem pontos de interrogação, por favor. Quero conclusões, se é que perceberam.

Ninguém percebe. Finjo tão bem – e a mim mesmo, o que é mais triste. Enquanto choro ou rio, não paro. Penso se as lágrimas são comoventes, se o riso é simpático. Por assim dizer, sou a prova viva e catalogada – mas não revelada – de que os outros não enxergam um palmo à frente. Ou que não se importam, o que é mais provável. Pois se escuto por horas o desabafo alheio, com a atenção devida e esperada, é por preferir usar ouvidos a língua. Estou cansado de falar. Não de ‘falar’, mas de falar e não ter falado. Ou ter falado sem a sensação de ter dito.

Dizer o quê? Então vou chorar. Esconder as palavras e expor as lágrimas – fragmentos líquidos de uma verdade pura. Sutilmente vou me tornar cinza, apagado, camuflado entre pessoas e coisas. Elas cairão e novamente desejarei estar aqui, lendo o que até então era estado bruto desta peste. Pois entendo e rejeito o ‘melancólico’. Não o sou. Tampouco ‘depressivo, ‘esquizofrênico’ ou ‘mal amado’. Dou o espaço necessário e até sadio à minha tristeza – a bem da verdade, um otimista nato. Não escuto vozes ou tenho alucinações suicidas – além de mim, há outros ‘eus’ me atormentando a cada segundo – mas são todos parte de ‘mim’, alguém que já conheço extremamente bem. O mim e o eu. O ‘ele’ que é visto. O ‘nós’ quando entre eles. Uma consciência maior como mil espelhos ambulantes atrás deste que vejo aqui, escrevendo. Porcamente escrevendo.

E não sou mal amado. Tenho como certo o amor deles. De tantos, até. Não sou mal amado pois não saberia diferenciar do bem amado. Ou simplesmente do amado. Até aqui, tenho seguido ordens diretas do meu corpo. O instinto. É que não o amo e sei que nunca o amarei – nunca serei amado por ele. Somente o corpo, clamando por atenção e ele. Inteiro. Poderia ser outro, quem sabe. Questão de conveniência, ordem de chegada. Só que foi este. Deve haver algum valor nisso. Crises de ciúmes e autocontrole. Se me controlo, me exponho ao risível. Para me controlar, tenho que enxergar o quão patético estou sendo. E enxergando, me reencontro com este estado bruto de coisa recém-nascida. Regurgitada.

Acho que sei, pois.

Não sei o quanto sincero ou claro quero ou devo ser. Estou perdendo, pouco a pouco, minhas forças a troco de mais lucidez. Quanto mais caminho pela escuridão, mais luz me cega diante aos olhos. Não há o que temer. O show vai continuar e quem sabe, com sorte, algum solavanco me destruirá. É isso. Preciso da destruição completa para me reerguer. A arte do desapego, ouvi ao fundo. Desapego a mim mesmo.

Ou gosto? Se concluir que gosto de ser assim e que aceito esse fardo com honra ao meu mérito de auto-análise, é melhor ir.

Vou dormir.


"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse a sempre novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias".

[Clarice Lispector, ‘A Hora da Estrela’]



 Escrito por .::Rê::. às 00h46
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day by day...

 

Nonsense * Festival Mix Brasil * discurso do ator pornô mais hot do momento * making-of de filme pornô pseudo-cult [ou seria colt?] * perda total de constrangimento diante de amigos * do you do to the dungeon * éramos dois [ou mais...] a rodar * remix horrendo de Like a Prayer * café com bolo por um real * soneca na casa do Biz * café solitário na Bella * encontro ultra-inusitado com a Luana em frente ao Masp * tênis novo * eu, Biz, Andrey & la petit Julia no boteco * reencontro patético com Gori * Manderlay [amo] * alô produção! * Madonna no El País * almoço com todo mundo de novo [adoro Andrey] * Happy Bazar e frustração * Confessions on a Dancefloor no dia do lançamento * festa com todas as músicas do COADF mais os hits * eu & Ed nos jogando * encontro com Rafalicious & amigo loiro * procura por apês com a Fer * COADF no vão livre do Masp * picolé de abacaxi & água de coco * Madonna se jogando no Koko * I Love New York * piquenique no Ibirapuera * Biz, Ge, Sá & Roger plus Álvaro * salgadinhos, brigadeiro, bolo e hot dog * risadas, fotinhos, sestas, corridas * como é bom ser criança * sorvete no Soroko * bom e barato * Mercado Mundo Mix * frustração * Andrey, again * bebidas e fritas no Esquisito * Virada Paulista * três filmes ruins e café da manhã no Cine Sesc * visita à Rea * jantar com Biz * miojo, torradas, suco de uva * e o porvir, sim, o porvir...



 Escrito por .::Rê::. às 23h57
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Ritmo, é ritmo de festa!!!

 

‘A long, long time ago

I can still remember

How that music used to make me smile

And I knew that if I had my chance

I could make those people dance

And maybe they’d be happy for a while…’

[‘American Pie’, Don McLean]

 

Sabe quando você vive um momento, um dia, algumas horas bem específicas da sua vida que são tão marcantes a ponto de te fazer querer voltar no tempo só para prolongar o júbilo que aquilo provocou em você? Pois é, este momento persiste em retornar à minha memória, e claro que teria que registrá-lo aqui também, no blog, tamanha a felicidade que a minha festinha de aniversário [a primeira EVER!] me proporcionou...

Mas tenho que voltar um pouco no tempo para contar um episódio que, na verdade, posso considerar como meu primeiro presente de aniversário [antecipado].

No último sábado antes do final de semana da minha festa, tive que acordar cedo para arrumar o apartamento para em seguida ir trabalhar. Óbvio que nessas horas coloco música para entreter, até para começar o dia bem disposto. Então, coloquei o CD ‘Sortimento Vivo’, da Zélia Duncan, que amo de paixão [faça um bem à sua própria pessoa e escute as músicas ‘Sentidos’, ‘Não Vá Ainda’ e ‘Flores’!]. Terminada a faxina, fui trabalhar.

Passada a tarde chatíssima de trabalho, arrumei as coisas para ir embora com o Leandro [pois iria na casa dele fazer uma maratona de ligações e scraps convidando o povo para a festa vindoura]. Neste momento, entre sair do trabalho e chegar à rua, quem encontro parada bem em frente ao prédio?! A própria! Zélia Duncan em pessoa, óculos escuros e anônima! Nossa... Quase tive uma parada cardíaca! Obviamente ela não ficaria ali por muito tempo, então tive que pensar rápido no que iria [ou não] fazer. E fiz.

 

-         Zélia?

-         Sim?

-         Olha... Numa situação normal eu não faria isso, mas tinha que falar contigo, pois hoje de manhã estava escutando suas músicas e depois de passar uma tarde péssima no trabalho, te vejo aqui, na minha frente! Eu tinha que falar com você!

-         Nossa! Ainda bem que você veio falar comigo!

[pausa para um beijo e um abraço mega calorosos!]



 Escrito por .::Rê::. às 22h37
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continuação...

E ainda conversamos um pouco sobre o CD que estava escutando, coisas do tipo. Foi um momento foda, muito fofo. Ela é tão gentil! O tipo de pessoa que gostaria de ter como amiga...

Enfim! Digamos que este momento deu a largada para as comemorações do meu aniversário...

Já durante a semana, foi a vez da minha queridinha dar o ar da graça. Estréia do clipe de ‘Hung Up’, lindo, perfeito e feliz. Madonna dançando como nunca [dublê? Não parece...], gostosa como nunca. De volta aos tempos de putona! Hehehe... Sem contar as fotos, entrevistas, vídeos... Nossa... Essa nova fase está sendo ótima e estou muito orgulhoso de ser fã dessa mulher. Até porque só li resenhas ótimas do novo disco! Se ‘Like a Prayer’ marcou os anos 80 e ‘Ray of Light’ os 90, ‘Confessions on a Dance floor’ é a obra-prima da Madonna nos anos 2000. E todo mundo está indo ao delírio com ‘Hung Up’! God save the queen!

Então, depois de uma semana de muita ansiedade, chegou o tão aguardado dia. Não só por mim, o aniversariante, mas por todos meus amigos que convidei para discotecar durante a festa. Pausa para explicação...



 Escrito por .::Rê::. às 22h34
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continuação...

Nunca tive uma festa de aniversário. Embora minha família comemorasse de uma forma bem reservada [entre a gente mesmo], nunca soube como era a sensação de celebrar um evento assim entre amigos, durante uma noite inteira. Então, resolvi que este ano isso aconteceria, até porque são 22 anos e uma vida de adulto que começa a se descortinar diante de mim. Eu tinha que dar um ponta-pé nessa nova fase em grande estilo! A propósito, o ‘estilo’ da festa seria uma coisa bem Madonna [só podia né?], ou seja, dance and sing, get up and do your thing. Boa música para todo mundo dançar horrores e se divertir, seja negro ou branco, homem ou mulher, gay ou hetero. O que é um grande privilégio meu, digo, ter amigos tão diferentes, mas tão semelhantes em suas virtudes.

Bom, então reservei um bar para a festa, onde, aliás, havia acontecido a festa do Calebe no mês anterior [devo a ele a idéia de escolher aquele lugar...]. O lugar é ótimo, super confortável e bem organizado. De terça a sábado é um bar de jazz, super sofisticado, mas aos domingos eles abrem para eventos externos. Tudo né? Tive à minha disposição garçonetes, caixas de som, jogo de luzes e a casa inteira [que na verdade é um sobradinho dos anos 40 totalmente reconstituído]. O que estava faltando [a maior pendência] era a aparelhagem de som. Esqueci de contar uma coisa: além de mim, quis que meus melhores amigos discotecassem durante a noite, tanto como homenagem a eles, como privilégio pra mim, que dançaria, com certeza, ótimas músicas. Convidei o Edu, o Bob, a Rea, a Gelka  e a Sá. Além do Andrey [amigo do Edu], que incluí de última hora, dada sua virgindade em termos de discotecagem, o que me comoveu... Hehehe...

Cogitei alugar a aparelhagem [o que sairia por uns bons 200 reais], pesquisei e tudo mais. Contudo, como sou uma pessoa extremamente afortunada, o Bob acabou conseguindo com que um amigo dele me emprestasse o equipamento! Ou seja, tudo indo a contento...



 Escrito por .::Rê::. às 22h34
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continuação...

Então, no dia da festa [domingo, 30 de outubro], eu estava mega nervoso. Bancar o ‘promoter’ me deixou uma pilha de nervos! Bom, vamos à parte fútil, porém importantíssima: o modelón. Primeiramente, no sábado fui na Ouro Fino comprar algum assessório bem glamouroso para ornamentar a minha pessoa [super inspirado no visual ‘sou diva mesmo, e daí?’ da Madonna nessa nova fase]. Então, comprei uma pulseira, dessas grossas de couro, só que meio brilhante. Luxo! E como o Thiago [meu melhor amigo de Pinda] viria pra festa, pedi que ele me emprestasse uma camiseta dele que amo de paixão, branca com mangas e cola pretas e uma estampa moderninha. Já a parte de baixo, segundo e seguindo sugestão da Sá, foi uma calça social preta que tenho, completando com meu All Star azul. Chique, né bem?!

A festa estava marcada para começar às 20h, então teria que chegar lá com uma hora de antecedência, pra ir arrumando as coisas. Ah! O Calebe me emprestou o globo de espelhos dele, enorme! Nossa... Causou horrores! E deu um brilho extra à festa e às fotos da festa!

Às 18h30 passei na casa do Bob para pegar a aparelhagem que o Paulo havia emprestado e... Bomba! Não estava completa! Ele havia emprestado o mixer, mas não os players onde se coloca os CDs! Nossa... A partir daí, fui ficando cada vez mais nervoso [por dentro, pois havia sido gentil demais da parte deles me emprestar aquilo e eu não queria demonstrar frustração ou ingratidão a ninguém]. Como estava com o Thiago e o Rafa, eles foram me acalmando, enquanto o celular não parava de tocar, pois todo mundo resolveu ignorar o convite que mandei por email e me ligar para saber onde ficava o lugar. Nossa...

Minha esperança era que lá no Syndikat [o bar] houvesse uma maneira de providenciarmos tudo. Mas tudo estava contra mim: era domingo, à noite, e quase todo mundo que iria pra festa já deveria ter saído de casa. Chegando lá, o dono do bar, um americano extremamente fofo, me ajudou a ligar os cabos e explicou que não tinha como trazer o rádio deles pra pista, pois ele era fixo lá em cima [a pista era meio que num porão, em baixo]. Então, comecei a ligar para algumas pessoas, pedindo para trazerem rádios e cabos. Um sufoco! Mas desisti quando as pessoas começaram a chegar. Então, abri mão da idéia de ‘discotecagem’ e acabei me rendendo à idéia [sem glamour nenhum] de entregar os CDs pro dono da festa ir alternando no som deles, lá em cima.



 Escrito por .::Rê::. às 22h33
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continuação...

MAS! Ainda existem almas caridosas neste mundo e tudo estava legal demais para dar errado. Quando o CD da Gelka estava tocando, o dono do bar surgiu com um DVD e ligou no mixer! Nossa... Foi indescritível a sensação de alívio que me acometeu! Embora a gente não pudesse alternar os CDs, pelo menos poderíamos ter controle sobre a ordem das músicas e pular algumas, além de podermos trocar os CDs de acordo com a nossa vontade, e não a disponibilidade do pessoal do mezanino.

Daí pra frente, foi tuuuuuuuudo! A melhor festa do mundo, a mais divertida, com as melhores músicas, gente que amo e admiro, muitos abraços e beijos, risadas gostosas e palavras de carinho. Tanta gente foi! Aliás, convidei todo mundo que gostaria que estivesse comigo nesta data querida, amigos de perto, distantes, amigos de pouco contato [mas que adoro], do trabalho, de botecos, amigos de amigos... No final, foi muita gente legal mesmo, embora outro tanto não tenha ido.

A Tati e o Luiz, meus amigos queridíssimos do sul, não poderiam estar mais presentes: revelei duas fotos deles e coloquei bem na mesa de som, e por incrível que pareça, às vezes tínhamos a sensação de que, de fato, eles estavam ali, se divertindo conosco!

O ‘porém’ da festa foi a desorganização em relação às discotecagens. Me vi diante de um dilema, pois todo mundo queria tocar cedo [pra lotar a pista], até porque alguns teriam que ir embora cedo [afinal, segunda-feira estava chegando...]. O Bob até foi embora à francesa, deixando os CDs dele comigo. Só que, mesmo nas coxas, não poderia ter sido mais divertido pra mim, o aniversariante. Acabou tudo uma zona, a gente misturando nossas seleções de músicas, pulando no meio das canções, cortando pedaços, nossa... Sem contar as pausas entre uma troca e outra, o que serviu de pretexto para soltarmos frases de efeito no microfone! Hihihi... Aliás, este microfone causou! Todo mundo queria falar algo, soltar algum comentário sem noção, agitar o povo da pista ou lá de fora... Os mais empolgados: eu, Edu, Gelka e Andrey. ‘Se joga!’; ‘luxo, poder e ostentação’, ‘chão chão chão-chão-chão’, ‘passa a mão em quem tá do lado’, ‘tá podendo’, ‘money success fame and glamour’... foram algumas das pérolas que ecoaram pelo recinto. Um sucesso.



 Escrito por .::Rê::. às 22h33
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continuação...

De todas as músicas que selecionei [passei semanas anotando todas e eliminando, até restar um número razoável], as que de fato toquei foram:

-         ‘A Hard Day’s Night’ e ‘Paperback Writer’, Beatles; ‘Heart of Glas’, Blondie; ‘Let’s Spend the Night Together’, Rolling Stones; ‘Son of a Preacher Man’, Dusty Springfield; ‘Sugar, sugar’, The Archies; ‘I got my mind set on you’, George Harrison; ‘Feriado’, Gizele [a Madonninha capixaba!]; ‘Bad’ e ‘Don’t Stop Til Get Enough’, Michael Jackson; ‘Blue Monday’, New Order; ‘Kiss’, Prince; ‘It’s the End of the World as We Know It’, REM; ‘Cherry Lips’, Garbage; ‘Awful’, Hole; ‘Move Your Feet’, Junior Senior; ‘Just Can’t Get Enough Music’, Madonna x Depeche Mode; ‘The Love of Richard Nixon’, Manic Street Preachers; ‘Daddy Cool’, Placebo; ‘Sleeping in my Car’, Roxette; ‘I want you’, Savage Garden; ‘Beautiful Ones’, Suede; ‘That Great Love Sound’, The Raveonettes; ‘My Best Friend’, Weezer; ‘O Plano Mudou’, Wonkavision.



 Escrito por .::Rê::. às 22h32
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continuação

Dá pra perceber que meu gosto é mais pop, né? A seleção da Gelka era mais indie; as da Sá e da Rea, mais rock; a do Bob, mais eletrônica; e da do Edu, parecida com a minha! O divertido foi que tocaram as mais improváveis músicas, aquelas que todo mundo gosta, mas que nunca tocam em balada nenhuma! Tocou Sydney Magal [‘Tenho’], Hanson [‘Wheres’s the Love’], KC and the Sunshine Band [‘Keep it Coming Love’ – música do Amaury Jr!!!], Snow Patrol cantando ‘Crazy in Love’, da Beyoncé, Alanis [‘You Oughta Know’], Cindy Lauper [‘She Bop’], Tati Quebra Barraco [‘Bota Tudo’], New Kids on the Block [‘Step by Step’], Madonna & Britney [‘Me Against the Music’], Ludov [‘Da Primeira Vez’], Belle & Sebastian [‘Jonathan David’], Travis [‘U16 Girls’], entre outras...

Perfeito né?

Eu chorei durante meu discurso [dizem que estava tão bêbado que, na hora de citar Caio Fernando Abreu, acabei falando Fernanda Abreu!], quando chamei a Sá para homenageá-la, mas também ri muito com todo mundo. Dançamos horrores e até agora estou com dores nas pernas de tanto que pulei e dancei... Ah! ‘Hung Up’ foi tudo! Assim como ‘Deeper and Deeper’. Aliás, a única regra que impus aos convidados era que incluíssem, necessariamente, ao menos uma música da Madonna em seus set lists. As escolhidas foram:

-         Edu: ‘Love Profusion’ [remix]

-         Bob: ‘Hung Up’

-         Gelka: ‘Hanky Panky’

-         Rea: ‘Like a Prayer’

-         Sá: ‘Deeper and Deeper’.



 Escrito por .::Rê::. às 22h29
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continuação...

Se tivéssemos tido mais tempo, cada um poderia ter tocado mais músicas de suas respectivas seleções [incluindo eu]. Não tocou ‘Common People’, do Pulp, nem ‘Take You Mama Out’, do Scissor Sisters, que queria tanto dançar. Mas tudo bem! Como já disse, foi a discotecagem ‘nas coxas’ mais divertida EVER!

Nos divertimos toneladas, não teve nenhum bafón indesejado e muita gente bonita, inteligente e amada compareceu. Por mim! Tudo né?

A festa acabou lá pelas 2h30 da manhã. Sabe qual foi a última música? A mais improvável possível: a pedido da Rea, ‘The Blower’s Daughter’, do Damien Rice! Hihihi... Super clima de fim de festa: eu, Sá e Gelka cantando a música ao microfone, enquanto o Roger escutava a garçonete comentar que aquela tinha sido ‘a música mais bonita da noite’. 

Enfim... Recomendo a experiência a todos... Festejar [no matter what] é o segredo da felicidade. E no final das contas, o título que eu e o Edu demos à festa foi mais do que apropriado: HAPPY FOR A WHILE...

 

‘Gonna take your mama out all night

Yeah we’ll show her what it’s all about

We’ll get her jacked up on some cheap champagne

We’ll let the good times all roll out

And if the music ain’t good, well it’s just too bad

We’re gonna sing along no matter what

Because the dancers don’t mind at the New Orleans

If you tip ’em and they make a cut…’

     [‘Take Your Mama Out’, Scissor Sisters]

 

PS.: Está chegando o dia! Dia 15 corra para às lojas e garanta sua cópia do disco mais esperado e comentado do ano, ‘Confessions on a Dance floor’, Madonna! Como diria Glória Maria, ‘essa pessoa maravilhosa...’.

 



 Escrito por .::Rê::. às 22h29
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I no doubt deserved my enemies, but I don't believe I deserved my friends - Walt Whitman

Amigo: adj. 1. Que tem gosto por alguma coisa; apreciador. 2. Aliado, concorde. 3. Caro, complacente, dileto, favorável. 4. Dedicado, afeiçoado. S. m. 1. Indivíduo unido a outro por amizade. 2. Colega, companheiro. 3. Amador. 4. Amante, amásio. 5. Defensor, protetor. 6. Partidário, simpatizante. 7. Aliado. Sup. abs. sint.: amicíssimo.

Pesa-me.

Força tensa, servindo-me de sentinela, sobre os ombros.

Vosso escudo, eco.

Faço-me valer da sabedoria da juventude, do argumento da experiência.

Afago, consolo, atento.

Incompreensão gerando reciprocidade.

O duelo, a dialética.

Filosofia e futilidade.

Vulneráveis pelo álcool e sóbrios pelo café.

Noite de sorrisos e madrugada de lágrimas.

Alma feminina sob perspicácia masculina.

O conselheiro, o messias prometido.

A irmandade.

Carência a despeito da força.

Fraqueza diante do golpe, sensatez ante a vingança.

O abraço antes do choro, gosto universal da lágrima.

Sou tu, ela, ele.

A postos, presente, disposto, ao vosso lado.

Perto, longe.

Eis o que sou, eis a incumbência, a benevolência.

Sou o humano, o puro, o que existe, o sem-nome, o sem batismo.

Sou o artigo precedendo o indefinível.

Sou ‘o’.

Pesa-me a responsabilidade de ser este.

A responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam.

Eu.

De vos decifrar abandonando a mim e revelando-me espelho.

Imparcial porquanto igual.

Abro-lhes os olhos e vossa escuridão me invade, iluminando consciência.

Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.

Além de ‘mim’, nós.

[tento pensar neles sem pensar nos nomes. o que são. o que amo. o que há. uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos].

What is a friend? A single soul dwelling in two bodies - Aristóteles

* em itálico, trechos de ‘Ensaio sobre a cegueira’, de José Saramago [livro foda!].



 Escrito por .::Rê::. às 19h22
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